Capa do Livro "Cinco dias para o fim do mundo" de Lucas RochaSe tem uma coisa que tenho repetido com certa frequência nos últimos dias, ela é: os jovens autores brasileiros estão trazendo cada vez mais para a normalidade questões que já foram tabus e precisavam de cerimônias para serem abordadas. Histórias com personagens negros, gordos ou LGBTQIA+ são apenas histórias, diferente de outros tempos.

Um ponto que vale a pena levar em consideração é que essa não é uma história LGBTQIA+, mas quando menos espera, você percebe logo você está lidando com os dramas de um personagem LGBT. Tudo isso sem grandes alardes, uma grande saída do armário ou dando um grande show. É simples, como realmente precisa ser.

Deixando um pouco de lado essa análise não solicitada do mercado literário internacional, vamos falar sobre o conto “Cinco Dias Para o Fim do Mundo” de Lucas Rocha. O que você faria se a sua vó mística, uma simpática senhora que nunca errou uma previsão sequer, anunciasse que o mundo acabaria em cinco dias? Esse é o enredo da história em que Camila, a personagem principal, recebe a notícia de sua vó.

Camila, acabou de prestar o ENEM, tem uma família enorme e amigas que ama muito. E ainda tem uma vida inteira para viver, bom, tinha, né? A sua avó acabou com qualquer plano de ter novos planos. Na verdade, depois de um pequeno surto, o plano se tornou planejar uma viagem relâmpago com suas melhores amigas, para curtir seus dias derradeiros.

A viagem programada pelas BFFs Camila, Teresa, Rafaela e Gabi, apesar de ter um propósito não muito profundo, afinal elas só querem passar os seus últimos dias ente amigas, desenvolve temas interessante sobre as coisas importantes da vida. Pois mesmo entre pessoas que estão muito próximas, nossos valores e necessidades são completamente diferentes.

“Procurar novas conexões quando as que eu tinha já eram mais do que suficientes para me fazer feliz?”

Ler “Cinco Dia para o Fim do Mundo” foi ainda mais gostoso por ser amigo e saber o quão fantástico o Lucas Rocha é. Se você procura por uma história leve, bem humorada e sem clichês, não ser arrependerá da leitura.

gui azeredo

30 anos, publicitário e blogueiro desde quando aqui era tudo mato.

desinfluencer digital; não faça o que eu digo e nem o que eu faço.